segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Media, os novos construtores ideológicos

Em “A Ideologia Alemã”, Marx e Engels defendem um processo de materialização intelectual diferente daquele que muitas vezes é apresentado, por exemplo, pela religião. Os autores tomam como ponto de partida para a formação de ideias não o produto da consciência, mas sim da vida material de determinado sujeito.

É importante realçar que as leis, as políticas, a moral e a religião são fontes de materialização da consciência em ideias. De tal forma que o que rodeia um determinado indivíduo é, segundo os autores, responsável pelas suas ideias e materialização intelectual. O meio afeta o consciente.

Dessa forma, sendo o meio das ideologias tão responsável pela reprodução das mesmas, inflige em todos nós também uma responsabilização pela criação das novas consciências de gerações vindouras.
Existem muitas ideias, hoje em dia, apresentadas de forma global, que não são totalmente consideradas pelos seus dispersores: como por exemplo a mediatização do terrorismo. Não se pode negar que determinadas coisas acontecem, e é importante que sejam apresentadas de forma direta e informativa, no entanto, acontecimentos de terrorismo, como atentados, são apresentados pelos media com uma aproximação forte ao sensacionalismo.

A responsabilidade dos media é muito elevada porque são eles como entidade que transmite grande parte dos acontecimentos mundiais, os quais nunca chegariam a nós população geral, em tempo útil, de outra forma.

E é por isso mesmo que a maneira como decidem fazer a sua abordagem é da mais elevada importância. Nós somos afetados pelo nosso meio e, inevitavelmente pela forma como reagimos, enquanto grupo social a determinado evento. A atitude geral influencia a nossa materialização de consciência individual.

Daí a forma da apresentação das notícias, neste caso, ser fulcral. Os media, ao roçarem o sensacionalismo em relação ao terrorismo, estão a ser uma arma tão importante para os autores destes ataques como a bomba que detonam. O impacto social destes atos é mais importante do que o impacto físico, devido ao facto do primeiro ser mundial. A abordagem que os media têm em relação a este tipo de situações só amplifica o medo que os terroristas querem implementar nas consciências a nível mundial e individual.  

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