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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Mulheres que usam jeans

Mulheres que usam jeans
Ganga (Portugal) ou jeans (Brasil), palavra portuguesa mas de origem inglesa, foi e é um tipo de calça também adotada tanto pelas mulheres como pelos homens. Calças projetadas para trabalhar nas minas, foram pouco a pouco utilizadas por mulheres e crianças. As primeiras mulheres a usar calças jeans foram as hippies dos Estados Unidos em meados dos anos 1960, usando os jeans, muitas vezes rotos dos seus irmãos ou pais já que embora existissem os primeiros jeans para mulheres istos não estavam estandardizados nem de moda. Em 80começou a difundir-se o uso de jeans a outras áreas e começaram a usar calças jeans mulheres que não eram hippies. Inventaram novas formas de usar calças jeans e também alguns cortes. No início dos 90 começou a difundir-se o uso de jeans para mulheres a nível internacional, e começou a expandir-se também sua produção, alterando sua textura e cor. Hoje, os jeans são produzidos tanto para homens como para mulheres, estes primeiros com um número infinito de detalhes e apliques tanto nos bolsos traseiros como laterais, com uma textura, corte, tiro (baixo ou prostrado, metade ou padrão, alta ou ajustado) e cor diferente a dos homens e com diferentes matizes, O mais comum e o clássico azul, mas também há negros. Há também programas de televisão como Utilísima que ensinam como tingi os com cores raras e novas. É comum hoje em dia que as mulheres, geralmente jovens entre 10 e 30 anos, mas também as meninas e mulheres maiores usam jeans, com exceção de alguns países, a maioria do Oriente Médio, porque é proibido por lei. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mulheres_vestindo_calças

sábado, 16 de dezembro de 2017

O filme - Os Deuses Devem Estar Loucos (The Gods Must Be Crazy, no original)


Os Deuses Devem Estar Loucos (The Gods Must Be Crazy, no original)

O filme tem início no deserto do Kalahari, no Botswana, junto à Africa do Sul, numa pacata e semi-desértica paisagem, coberta por uma vegetação arbórea esparsa, mostrando uma cena da vida quotidiana de um grupo de bosquímanos(1) que decorre calmamente.
Sobrevoando esse local, uma avioneta, de onde um dos seus tripulantes lança, inadvertidamente, uma garrafa de Coca Cola - daquelas de vidro, bojudas no meio e estreitas no gargalo e com as letras da marca bem impressas - símbolo universal da moderna civilização de consumo deste final de século.
Por perto, brinca um grupo de crianças. Com a curiosidade que lhes é característica, deslocam-se, rapidamente, ao local, a fim de observarem e apanharem o estranho objecto. De início, a garrafa faz as delícias das crianças e dos adultos: apreciam-na, viram-na, reviram-na, inventam-lhe múltiplas e variadas utilidades para o seu uso, e divertem-se com a sua presença. No entanto, passado algum tempo, esta simples e inofensiva garrafa de Coca-Cola começa a ser disputada e a tornar-se alvo de sérias querelas no seio do grupo, despertando sentimentos de posse e invejas.
É, nesta altura, que entra em acção o chefe da tribo, homem sábio e diligente, movido por um genuíno interesse em resolver a discórdia criada pela introdução desse objecto estranho, meio natural/meio artificial, na vida sossegada desse grupo. Porque motivo teria sido este objecto lançado dos "céus"? Porventura, teria sido um acto não intencionado, um descuido por parte dos "deuses"! Só assim seria possível entender este facto inesperado. Haveria, pois, que tomar uma resolução que pusesse termo às discórdias e conflitos suscitados por esse mal-avindo objecto ou "Coisa má", como o designavam.


Num rasgo de intuição, o chefe decide ir, pessoalmente, entregar o objecto da discórdia aos "deuses" supremos - de onde com toda a certeza viera, não se sabe porquê, nem como - mesmo que para isso tenha que atravessar o deserto e arriscar a própria vida. Está, pois, tomada a decisão e criado o argumento que irá sustentar a acção do filme.



Saussure

Saussure considerou a linguagem "heteróclita e multifacetada", pois abrange vários domínios; é ao mesmo tempo física, fisiológica e psíquica; pertence ao domínio individual e social; "não se deixa classificar em nenhuma categoria de fatos humanos, pois não se sabe como inferir sua unidade". A linguagem envolve uma complexidade e uma diversidade de problemas que suscitam a análise de outras ciências, como a psicologia, a antropologia etc., além da investigação Lingüística, não se prestando, portanto, para objeto de estudo dessa ciência. Para esse fim, Saussure separa uma parte do todo linguagem, a língua - um objeto unificado e suscetível de classificação. A língua é uma parte essencial da linguagem; "é um produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos".
A língua é para Saussure "um sistema de signos" - um conjunto de unidades que se relacionam organizadamente dentro de um todo. É "a parte social da linguagem", exterior ao indivíduo; não pode ser modificada pelo falante e obedece às leis do contrato social estabelecido pelos membros da comunidade.
O conjunto linguagem-língua contém ainda um outro elemento, conforme Saussure, a fala. A fala é um ato individual; resulta das combinações feitas pelo sujeito falante utilizando o código da língua; expressa-se pelos mecanismos psicofísicos (atos de fonação) necessários à produção dessas combinações.
A distinção linguagem/língua/fala situa o objeto da Lingüística para Saussure. Dela decorre a divisão do estudo da linguagem em duas partes: uma que investiga a língua e outra que analisa a fala. As duas partes são inseparáveis, visto que são interdependentes: a língua é condição para se produzir a fala, mas não há língua sem o exercício da fala. Há necessidade, portanto, de duas Lingüísticas: a Lingüística da língua e a Lingüística da fala. Saussure focalizou em seu trabalho a Lingüística da língua, "produto social depositado no cérebro de cada um", sistema supra-individual que a sociedade impõe ao falante.

Para o mestre genebrino, "a Lingüística tem por único e verdadeiro objeto a língua considerada em si mesma, e por si mesma". Os seguidores dos princípios saussureanos esforçaram-se por explicar a língua por ela própria, examinando as relações que unem os elementos no discurso e buscando determinar o valor funcional desses diferentes tipos de relações. A língua é considerada uma estrutura constituída por uma rede de elementos, em que cada elemento tem um valor funcional determinado. A teoria de análise lingüística que desenvolveram, herdeira das idéias de Saussure, foi denominada estruturalismo. Os princípios teórico- metodológicos dessa teoria ultrapassaram as fronteiras da Lingüística e a tomaram "ciência piloto" entre as demais ciências humanas, até o momento em que se tomou mais contundente a crítica ao caráter excessivamente formal e distante da realidade social da metodologia estruturalista desenvolvido pela Lingüística. LEWIS-WILLIAMS, David, La mente en la caverna, p.53