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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

“Splitting, cutting, writing, drawing, eating… Gordon Matta-Clark” na Culturgest



Esta exposição montada nas galerias 1 e 2 da Culturgest levam-nos através da vida de trabalho de Matta-Clark. 

Começando com o seu restaurante Food, do início da década de 70, é nos mostrado através de um filme realizado com Robert Frank e de vários documentos em que GM-C escreve e pensa a organização do restaurante desde a ideia principal de alimentação com o paralelo do conhecimento até aos pratos confeccionados e artistas convidados. Porém na mesma sala encontra-se também um outro vídeo chamado Tree Dance (se não estou em erro) que perde um pouco intensidade e espaço para brilhar pois está ligeiramente descontextualizado por se encontrar na mesma sala que toda e só a documentação do restaurante Food.
Na sala seguinte vemos documentação da obra Splitting, onde M-C divide uma casa de 2 pisos. Aqui os vídeos fizeram perfeitamente o seu trabalho, não só acrescentando à criação mas  apontando mais luz para todo o processo de divisão da casa.
Na última sala da primeira parte da exposição encontra-se documentação de Conical Intersect, 1975 e de Office Baroque, 1977. Duas das suas obras mais marcantes e também das mais documentadas; na exposição temos acesso a desenhos, escritos, documentação legislativa, tudo pré-produção; e para além dos vídeos realizados durante e após a realização temos também documentado o processo de corte e desconstrução de Office Baroque onde a fachada não podia ser afetada.

No corredor que liga ambas as salas vemos os Art Cards de Gordon Matta-Clark que além de toda a exposição nos mostram mesmo que numa pequena instância como funcionava a mente de M-C. Vemos pensamentos rápidos, ditos e também pequenas ideias e ajudam a montar e a demonstrar o pensamento criativo que baseava a sua produção.

A última sala inicia-se com robusta documentação de Day’s End, 1975 projecto no Pier 52 em Nova Iorque. Começando por ler cartas trocadas e licenças camarárias vemos iria ser demorado. Gordon Matta-Clark conclui-o na mesma e vêmo-lo num filme atmosférico no local.

A exposição continua e concluiu-se nas últimas duas salas da galeria 2 da Culturgest onde se pode ver os seus Cut Drawings, 1974-1976 que demonstram perfeitamente a sua utilização volumétrica tanto no objecto como no espaço; transportado para a mostra panorâmica de A W-Hole House, 1973 onde disseca uma casa em perspectiva panorâmica na casa inteira, incluindo o telhado. tudo em registos fotográficos extensos.

Esta exposição foi bem concretizada e espera-se que virão muitas mais tão ecléticas em termos de conteúdo como esta.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Produzir e Consumir /melhor

Na sociedade em que vivemos consumimos de tudo, produtos que são claramente maliciosos não só para os humanos mas para o planeta e os seus habitantes mas também produtos neutros e/ou até bons.
Tendo como base a alienação, os produtos consumidos são criados para um público alvo, com certas especificidades para cada consumidor. não só os produtos fazem parte de uma ideologia como a propagam. Esta ideologia propagandeia uma unificação das gentes numa massa total. À vista desarmada esta unificação de povos pode parecer boa ou até saudável mas tal não é criada, nem sustentada dos povos para os povos. Tal ideologia é maligna, beneficia os produtores de consumo e é tecida por aracnídeos com uma sede insaciável de poder.
Mas esta ideologia que nos é forçada e implementada por quase tudo pode ser alterada ou evitada. Essa opção começa na escolha dos produtos consumidos, optando por produtos neutros e/ou bons, tanto do ponto de vista da manufactura, sustentabilidade e qualidade como do que certos produtos e objetos representam.
Mas o problema principal não se coloca nesta última instância do consumo mas sim na consciencialização do consumidor, algo que os vendedores, empresas e etc, não querem pois levaria a que os consumidores alienados em posse de nova informação mudassem os seus hábitos de consumo, alterando a cadeia e retirando poder a grandes marcas; que por sua vez iniciaria uma mudança na ideologia vigente, algo extremamente necessário na atualidade oca.

Frequentemente observa-se que novas informações criadas por empresas e/ou indivíduos só chegam a 10% da massa populacional (numa expectativa otimista); estes consumidores informados irão certamente ter outros hábitos que se irão diferenciar da massa alienada.

A questão que se coloca é como quebrar a ideologia de lixívia quando esta já está integrada na cultura dos demais, e como fundamentar e implementar outros hábitos que servirão melhor os interesses dos povos e pessoas e não dos aracnídeos referidos acima.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Hoje em dia, o ser humano vive o seu dia a dia sobrecarregado de estímulos direccionados ao consumo, quer seja nos transportes públicos, na televisão, na rádio, nos jornais, na forma de cheiros a saírem de lojas, etc. Estamos condicionados a esta experiência que nos é imposta. Essa ideologia mantém e reforça ao longo do tempo uma ação de compra da nossa parte, mantendo o mercado ativo pois na nossa sociedade prospera com a troca de objetos por valores previamente acordados.
Esses objetos fazem parte de todos esses estímulos e tomam forma de variadíssimas entidades desde apoios no carro para telemóveis até detergentes.

Esses incentivos à compra são anúncios e figuram de forma rotineira a nossa realidade. Além dos escritos acima, no outro dia deparei-me com outra maneira de venda. Numa tarde aparentemente sem muito para fazer, estava a ver um filme produzido em Hollywood na televisão e reparo que ao lado de uma personagem a ver um jogo de basquete está um copo de take away da Coca-Cola. Ela nem lhe toca mas cria em nós a vontade de querer saborear aquela bebida fresca gaseificada. É de esperar que na conjuntura atual sejam utilizados processos de venda dissimulados portanto, isto levanta outra questão.
Quantos anúncios é que eu já devo ter experienciado alienadamente até ter reparado neste?