Mostrar mensagens com a etiqueta 10213. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 10213. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

LEGO Create







Anúncio criado por Jung von Matt, Alemanha


Desde de 1932 quando foi criada, que a LEGO tem o principal objetivo inspirar as crianças a utilizarem os seus produtos, desenvolvendo nestas a capacidade de pensar criativamente e de serem capazes de construir tudo aquilo que imaginam. Este anúncio demonstra exatamente a principal intenção da marca: encorajar as crianças a criarem as suas próprias “obras de arte” com as peças LEGO.
Inspirado na “Criação de Adão”, uma das mais emblemáticas obras renascentistas do pintor Miguel Ângelo, o objetivo dos artistas envolvidos neste projeto foi desenvolver um anúncio que incentivasse os mais jovens a criar. As peças LEGO são talvez o brinquedo mais versátil que existe, uma vez que nos permitem criar o que quer que seja que imaginemos.
Na imagem, observamos a mão de uma criança que representa a de mão de Deus na obra original. Do lado esquerdo, vemos a mão de uma figura LEGO, que retrata a mão de Adão na obra de Miguel Ângelo. O objetivo desta alusão foi mostrar a proximidade existente entre a marca e as crianças que brincam com os seus produtos.
            Todos os produtos da LEGO são diferentes uns dos outros, é como se estivéssemos a criar uma coleção à medida que os vamos comprando. Apesar de serem produtos supostamente dedicados às crianças, muitos adultos colecionam-nos. Por esse mesmo motivo, a marca lançou uma coleção de colecionador da qual fazem parte diversos monumentos emblemáticos, pertencentes a vários países do mundo.
            Os brinquedos da LEGO permitem-nos tornar “realidade” aquilo que imaginamos. Se eu quiser construir um carro com um certo feitio, posso juntar as peças que quiser e torná-lo num objeto “real” tal como o tinha pensado.
            Neste anúncio em específico, é interessante observar a referência utilizada para expressar a ideia de proximidade. Além disso, é como se disséssemos que a marca permite que as crianças se tornem artistas porque podem construir o que quiserem com as peças. 

x

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Ideal de Beleza

A beleza em relação ao corpo feminino, é um conceito em constante mudança. Se no Renascimento uma mulher bela deveria ter uma estrutura corporal relativamente larga, hoje em dia seria considerada fora das medidas ideais da nossa época. A publicidade das marcas de moda e beleza são as principais influenciadoras da sociedade atualmente. São elas as responsáveis por nos bombardearem diariamente com imagens de corpos que dizem ser os “ideais”.

Um dos maiores problemas hoje em dia que se prende com este ideal de beleza, são os distúrbios alimentares, como é o caso da anorexia e da bulimia. São patologias que afetam sobretudo a população mais jovem. É durante a adolescência que o nosso corpo sofre as primeiras grandes modificações. Ao começarmos a olhar mais para nós próprios e a ter um conhecimento maior sobre o nosso corpo, começamos a reparar que não somos todos iguais e nem sempre temos o corpo que é tido como sendo o “ideal”. Ao notarmos estas diferenças, muitas vezes começam a crescer inseguranças que podem levar ao desenvolvimento dos distúrbios anteriormente mencionados. 

Apesar de atualmente já existirem diversos movimentos que tentam combater esta ideia de que para uma mulher ser bonita tem de ser bastante magra, as marcas mais fortes que governam a indústria da moda, continuam a utilizar apenas modelos com as medidas e características consideradas ideais. Ainda assim, já se começa a notar uma maior diversidade em relação aos tons de pele. Há cada vez mais modelos africanas e de outras etnias, a conseguirem ter sucesso na indústria. 

Mesmo assim, em França, devido ao aumento dos casos de anorexia entre as modelos, foi definido um peso mínimo para estas poderem participar nos desfiles da semana da moda de Paris. Esta é uma medida que deveria ser aplicada internacionalmente, para combater esta doença que para além de ser difícil de ultrapassar, pode deixar marcas para o resto da vida.


A marca pioneira em combater este estigma ligado aos corpos perfeitos, foi a Dove. A marca de produtos de higiene pessoal, foi a primeira a lançar uma campanha em que apresentava mulheres reais com corpos de tamanhos diferentes e com tons de pele variados. Valoriza acima de tudo a verdadeira beleza natural da mulher.

Embora já haja marcas como a Dove que investem em publicidade que passe uma imagem "real" da Mulher, a indústria da moda continua a ter um grande peso ao nível dos ideais que passa ao público consumidor.

sábado, 23 de dezembro de 2017

CONSUMIDOS PELO CONSUMO

O consumismo é, talvez, um dos maiores males que assombra a nossa sociedade atualmente. Todos somos bombardeados diariamente por anúncios publicitários. Não só através dos media, como também através de cartazes que observamos a caminho do trabalho. Assim sendo, quer queiramos quer não, de uma forma ou de outra, acabamos por ser vítimas da propaganda, muitas vezes enganosa, com que somos confrontados.
Por vezes ponho-me a pensar na quantidade de produtos de beleza que tenho, por exemplo. Será que preciso de todos? Obviamente que não, mas ainda assim, de vez em quando compro mais um ou outro. Não os compro por necessidade, mas sim porque me apetece ter mais um produto qualquer para a “coleção”. O consumismo é como um ciclo vicioso: quanto mais se tem, mais se quer ter.
Apesar do hábito do consumo nos ser incutido maioritariamente pelos meios publicitários, a educação que nos é dada também tem a sua influência. Quando somos pequenos, por exemplo, na época do Natal recebemos inúmeros brinquedos, muitos dos quais provavelmente nem lhes vamos tocar. Ao crescermos habituados a ter acesso ao que queremos, estamos, indiretamente, a tornar-nos consumidores.
            Se observarmos com atenção, por exemplo, os telemóveis que as pessoas utilizam hoje em dia, é raro vermos alguém que, para escrever num, ainda tenha de carregar em teclas. A necessidade que hoje parece haver em ter o último modelo do telemóvel da marca “x”, é algo meramente causado pela publicidade. Se nós analisarmos bem, a diferença entre o modelo anterior e o mais recente é quase nula, mas ainda assim sentimos a necessidade de comprar o último. Ao longo dos anos, a publicidade tem vindo a desempenhar um papel fulcral na credibilidade das marcas.

             A publicidade é o maior propulsor do consumismo, logo, para um determinado produto ser vendido tem de ser publicitado, caso contrário as pessoas vão partir do princípio que o artigo não tem qualidade. É a propaganda que dita se uma marca é prestigiada ou não, portanto, no final, para um produto ser vendido em grande número, o que interessa é a visibilidade que este tem no mercado e nem tanto a qualidade, pois se a marca tem uma certa boa imagem por até agora ter lançado produtos de qualidade, à partida este novo não será diferente.


Referências: A Indústria Cultural: O Esclarecimento Como Mistificação das Massas