Barthes afirma, no seu texto O novo Citroen:
"(...) o automóvel é hoje o equivalente bastante exato das grandes catedrais góticas: quero dizer, uma criação que faz época, (...)"
Se repararmos bem sabemos que os nossos objetos "essenciais" como o nosso smartphone são agora os novos automóveis, porque, quando recebemos um novo, começamos a sentir uma certa ansiedade perante um objeto que serve para comunicar. Um objeto:
"(...) perfeitamente mágico."
O problema deste facto acima ser verdadeiro, é o ser humano ser controlado pelos objetos que achamos essenciais. O smartphone é o perfeito exemplo, todos nós queremos mostrar algo que não somos, podemos ter pouco dinheiro, mas poupámos o suficiente para comprar aquele tão desejado Iphone da Apple, aquele Samsung Galaxy S8. Todos os modelos de todas as marcas de smartphones têm as suas características que fazem com que pensamos que esta nova tecnologia é inovação e "poder".
"(...) há facilmente no objeto, ao mesmo tempo, uma perfeição e uma ausência de origem,um acabamento e um brilho, uma transformação da vida em matéria (a matéria é muito mais mágica do que a vida), numa palavra, um silêncio que pertence à ordem do maravilhoso."
Referência - Roland Barthes O novo Citroen
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Karl Marx afirma que o homem, ao estar sempre a produzir, dá mais valor ao mundo capitalista, ao mundo do objecto. Desvalorizando o mundo dos homens, torna-se:
" (...) uma mercadoria tanto mais barata, quanto maior número de bens produz."
Seremos nós todos apenas escravos do mundo que nos controla? Com vários ataques de publicidade, media, desastres naturais e humanos? Onde a nossa actividade vital resume-se à necessidade de justificar a razão pela qual estamos onde estamos, sermos quem somos.
" A vida revela-se simplesmente como meio de vida."
Quanto mais tempo passamos alienados do resto dos homens, mais notamos que a citação acima é verdadeira. Só assim vemos como as nossas vidas realmente são. Para dar um exemplo, num autocarro, se formos observando o resto das pessoas, chegamos à conclusão de que vivemos das nossas actividades livres apenas para enfatizar o nosso carácter genérico.
Referências bibliográficas:
Marx, K. (1993). “O Trabalho Alienado” in "Manuscritos Econômicos-Filosóficos". Lisboa. Ed 70
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