A forma como Sebastião Salgado faz uma reflexão sobre o planeta na sua última obra, Génesis, é louvável. O fotógrafo ao tema tão atual das alterações climáticas e de diversos problemas relacionados com a extinção das espécies dá-lhe uma volta, vira-o ao contrário, fazendo antes uma homenagem à maravilha que é a Natureza.
Salgado numa épica expedição de 8 anos viaja até 32 destinos diferentes, cada um com o seu toque de magia, de pureza. Locais estes, na sua grande maior parte, intocados pelo Homem, que escaparam à marca da sociedade moderna, o que acaba por demonstrar, pelo que já conhecemos da vida na Terra, a fragilidade da mesma se não for, por nós, preservada.
É criada por Sebastião uma coleção de imagens, depois publicadas num livro e exibidas em exposições à escala mundial, que mostra acima de tudo paisagens indescritíveis mas também animais e povos indígenas. Para mim, um retrato perfeito da Natureza quando observadas tais fotografias. Impressionante é igualmente o facto de o fotógrafo usar exclusivamente o preto e branco.
Sebastião afirma ser Génesis a sua carta de amor ao planeta.
O objetivo de Sebastião Salgado não era chegar onde jamais o Homem havia chegado mas sim mostrar a natureza no seu auge, apelando à sua preservação. Natural será compreender que a ideia da natureza e da cultura (Humanidade) estarem separadas é absurda. E o que o fotógrafo aqui examina é como as duas têm coexistido ao longo dos tempos num equilíbrio ecológico. Considera ter sido este seu projeto, com tudo o que teve o prazer de descobrir, o mais gratificante da sua vida.
(Módulo 1: 2º post)
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