terça-feira, 19 de dezembro de 2017


A arbitrariedade com que cada cultura decide expressar as experiências  vividas  e a atribuição de palavras a determinados conceitos é um sinal de cultura, visto que não é inato. Pode dizer-se que o conhecimento deriva e é também um sinal do domínio dos recursos. Recursos como a inteligência e as capacidades emocionais e intelectuais do ser humano, assim como de recursos naturais que o ser inteligente usa para seu favor, construindo uma cultura e todo um leque de costumes e hábitos que fazem parte do seu valor enquanto seres inteligentes e culturais. Este uso de recursos e a sua tradução para uma capacidade linguística e para uma capacidade de raciocínio avançado, assim como para a construção de uma vida melhor denotam que existe realmente inteligência no ser humano, e que a situação ecológica e política da sociedade se deve ao egocentrismo e à cultura das massas, ao invés de se dever à falta de inteligência individual. Atualmente, existem dois “polos” que podem vir a ser fatais à raça humana, ambos fruto de comportamentos ditos racionais. Entramos numa época de extinção em massa, onde o nosso sistema ecológico se mostra evidentemente incapaz de sobreviver ao nosso consumo de produtos de origem animal, ao consumo de combustíveis fósseis e no geral ao consumo em massa que se instaurou na sociedade ocidental e oriental. Apesar de toda a evolução mental, e de o ser humano ser agora mais inteligente do que alguma vez o foi, as escolhas das massas incriminam a nossa inteligência do prejuízo que fazemos à vida e à biodiversidade no geral. Algo que contrasta também com a dita inteligência e com o civismo do ser humano são os conflitos políticos da atualidade. Tão evoluída como se apresenta, a sociedade acaba por cair em conflitos de crença, religião, sexualidade, económicos, etc, provocando toda uma eminência de um conflito nuclear para vir. Será que cada um de nós contribui arbitrariamente para a deterioração das condições básicas inerentes à nossa existência- a paz, a saúde, o clima- sem sequer pensar nisso? É possível considerar inteligente um ser que voluntariamente vive regrado pelo prazer em prol da sua saúde e da saúde do seu planeta? Será inata esta vontade de auto-destruição que influência o comportamento humano década após década?

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