Karl Marx e Friedrich Engels abordam o tema da consciência fazendo uma separação entre o material e o intelectual. Afirmam que a produção de ideias, representações e da própria consciência está conectada com a atividade material dos homens, que esta é a linguagem da vida real, a origem do comportamento material. No entanto, esta não origina apenas a produção material, mas também produção intelectual, tal como a linguagem, a política, ou a moral de um povo. Esta produção acontece também com factores históricos que a condicionam, surgem como consequências de um processo de vida.
Também afirmam que “A consciência nunca pode ser mais que o Ser consciente; e o ser dos homens é o processo da vida real.” Ou seja, esta afirmação parte dos homens e da sua atividade real. É a partir do desenvolvimento da vida que se observa as consequências da consciência moral. Assim, a produção intelectual (moral, religião, e qualquer outra ideologia) torna-se dependente, perde toda a autonomia, pois não tem passado nem desenvolvimento; são formas de produção material que transformam a realidade que é própria aos homens, o seu pensamento e os seus produtos.
O conceito de consciência está intimamente relacionado com o “eu” e “existência”, sendo uma conexão entre a consciência pessoal e a consciência moral. “Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência”. A consciência vive connosco e todas as ações que tomamos irão refletir-se para o resto da nossa vida; parte das próprias pessoas reais e vivas e considera-se a própria consciência como sua.
Referência: Karl Marx e Friedrich Engels (1932/1976) - “A ideologia Alemã, vol. I”, Lisboa: Presença.
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