As consequências de viver numa sociedade niilista.
Quando Nietzsche mata Deus deixa na sociedade ocidental um buraco disforme e infinito. As pessoas já não vivem tentando seguir certos valores, numa constante preparação para a morte ou o que poderá vir depois mas vivem, ao invés, com um tremendo medo da morte, da insignificância, do vazio, do silêncio. Procuram então em tudo uma distração. Na televisão, na música, nos seus telemóveis, as suas vidas virtuais, tudo distrações. A linha entre a arte e o entretenimento cada vez mais ténue. Imagens, luzes, sons, ilusões visuais, tudo a mil à hora. A quantidade é qualidade.
O que anteriormente nos iluminava agora apenas ofusca. “Enfeitamos a caverna com televisões LCD, Wifi, e música de fundo . Como se está bem nesta caverna!” Pensar é coisa do passado. O silêncio de Deus foi ocupado pelo ruído dos carros e das televisões. Ninguém parece ter consciência das consequências deste niilismo colectivo. Do peso deste vazio, da ausência de sentido.
O que anteriormente nos iluminava agora apenas ofusca. “Enfeitamos a caverna com televisões LCD, Wifi, e música de fundo . Como se está bem nesta caverna!” Pensar é coisa do passado. O silêncio de Deus foi ocupado pelo ruído dos carros e das televisões. Ninguém parece ter consciência das consequências deste niilismo colectivo. Do peso deste vazio, da ausência de sentido.
E como podemos nós viver com esta ausência? Poderá o Homem viver sem acreditar?
Será a a essência da vida apenas o movimento da vida?
E que papel tem a arte neste mundo de descrença? Afinal criar é sempre um ato de crença, por mais ínfima e momentânea que seja. Esta questão persegue-me. Deus, o vazio ou a arte ? Poderá a arte ainda ser a salvação, ocupar o lugar de Deus?
Gostava de acreditar que sim que a arte pode ainda ter esse poder.
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